Como funciona o processo legislativo? Entenda todas as etapas
Uma proposta de lei percorre um caminho formal, com fases e regras específicas, até se tornar norma válida. Veja cada etapa desse trajeto e por que gestores públicos precisam dominá-lo.
Empresas que tratam dados como ativo saem na frente. Veja quem são os responsáveis pela governança da informação e como ela sustenta a conformidade com a LGPD.
30 de julho de 2026

A governança da informação é o conjunto de políticas, papéis e processos que define como a empresa cria, acessa, protege e descarta os seus dados. Por isso, ela é tão importante: ajuda a destacar as empresas que tratam informação como ativo daquelas que tratam como sobra.
Neste artigo, portanto, vamos explicar o que é e qual o objetivo dessa prática e quem está envolvido nesse processo. Além disso, apresentaremos os pilares e os desafios que ela envolve. Então, leia e saiba mais!
A governança da informação — ou governança de dados — é o conjunto de práticas, políticas e processos que garantem a gestão eficaz e eficiente da informação dentro de uma organização. Em outras palavras, ela busca maximizar o valor dos dados, reduzindo riscos e garantindo a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade das informações.
Esse processo é importante porque não apenas protege os dados, mas também ajuda a obter insights que impulsionam a empresa. Além disso, ela ajuda a mitigar riscos relacionados à segurança e à privacidade dos dados — inclusive para atender à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, a tecnologia desempenha um papel crucial, pois fornece as infraestruturas necessárias.
A governança de dados envolve diversas pessoas e funções importantes dentro de uma organização. Assim, entenda quem é responsável pelo quê:
Em primeiro lugar, a proprietária de dados é a pessoa responsável por um conjunto específico de dados na organização. Nesse papel, suas principais funções são definir regras e padrões, estabelecendo políticas de qualidade, segurança e uso dos dados.
Já a organizadora de dados implementa as políticas e diretrizes que a proprietária define. Dessa forma, suas responsabilidades incluem a gestão da qualidade dos dados, monitorando e melhorando a precisão, a consistência e a integridade das informações.
Por sua vez, as operadoras de dados lidam diretamente com os dados no dia a dia. Ou seja, suas principais funções são a entrada e a atualização de dados, inserindo, modificando e excluindo registros conforme necessário.
Por fim, o comitê de governança é um grupo que reúne representantes de diversas áreas da organização, como TI, compliance, operações e negócios. Entre suas responsabilidades, destacam-se o desenvolvimento de estratégias, a tomada de decisões e a integração de sistemas de compliance entre essas áreas.
Existem quatro pilares essenciais que formam a base de uma estrutura eficaz de governança da informação. A seguir, conheça cada um deles:
Primeiramente, a qualidade dos dados refere-se à precisão, integridade, consistência e atualidade dos dados. Nesse contexto, as práticas relacionadas envolvem a definição de padrões, o estabelecimento de processos de validação e a implementação de mecanismos de monitoramento.
Além disso, esse pilar trata da responsabilização pela gestão e manutenção dos ativos de dados. Assim, ele garante a conformidade com as políticas e procedimentos, resolvendo problemas relacionados com os dados e facilitando iniciativas de governança.
Já a proteção de dados aborda os aspectos de segurança e privacidade. Na prática, este pilar envolve a implementação de controles de segurança, criptografia, gerenciamento de acesso e políticas de classificação de dados, em linha com boas práticas como as da norma ISO/IEC 27001. Para entender melhor esses controles, veja também nosso conteúdo sobre os pilares da segurança da informação.
Por último, a gestão de dados engloba os processos e práticas para gerenciar as informações e os documentos de forma eficaz ao longo de todo o seu ciclo de vida. Como resultado, ela otimiza os fluxos de trabalho de dados e melhora a usabilidade.
Apesar de ser importante, implementar uma governança da informação eficaz pode apresentar diversos desafios. Entre eles, destacam-se a resistência à mudança, a complexidade na integração de sistemas e a necessidade de treinamento contínuo para os colaboradores. Por este motivo, é fundamental ter uma equipe capacitada e especializada para evitar problemas.
Além disso, a governança da informação, quando alinhada à LGPD, exige mais do que boas intenções. Portanto, conheça nosso artigo sobre LGPD e as soluções de governança da Ikhon e veja como estruturar conformidade, controle de acesso e gestão de dados pessoais de forma integrada e auditável.

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